domingo, 27 de novembro de 2016

Esboços e manchas

Scketchbook, 2016.

Aquarelas e caminhos do acaso.






Caminhos I, II, III, IV, V e VI. Aquarela s/ papel A5. 2016.


Cores e sons, tocados pela mão do homem, tornam-se um "ir para...".
"Sem deixar de ser linguagem - sentido e transmissão do sentido -, o poema é o que está além da linguagem" (Octavio Paz, O Arco e a Lira).


Sobre o desejo

Nanquim e spray, s/ papel A3, 2016.

sábado, 3 de outubro de 2015

Água-viva (Apropriações)


Nova página das apropriações!
Vamos todos para além das palavras, vamos à poesia!



"Sem deixar de ser linguagem (...), o poema está além da linguagem".
(Octávio Paz, O Arco e a Lira)

domingo, 27 de setembro de 2015

Trabalho, trabalho, trabalho, trabalho...



Projeto de álbum novo iniciado!
Uma serie de histórias curtas criados por intertextualidades e apropriações.
Sem hipótese pré-definida, a ideia é mesmo brincas com a autoria alheia e criar novas possibilidades, reforçar ideias, construir contradições, entre outras consequências. 
Vamos que vamos!


Abraço a  todos!!!


Guilherme Silveira

segunda-feira, 22 de junho de 2015

"Das leituras das linhas de uma HQ" - por Fernanda Lunkes

A Fernanda inicia seu texto: "Livros são presentes inestimáveis", e eu retomo a ideia para afirmar: Encontrar pessoas como ela é um presente inestimável!
Você chega em um lugar novo, estranho e encontra pessoas que parecem desde sempre conhecidas. Não é sempre que se tem essa sorte. 
Sensibilíssima e de uma alegria que contagia ela me presenteou com essa linda impressão sobre a minha HQ "Preto no preto, Branco no branco".

Esse é o link para o seu blog: http://ilumivarias.blogspot.com.br/

"Das leituras das linhas de uma HQ
por Fernanda Lunkes

Livros são presentes inestimáveis. Sempre me alegro quando recebo livros. E, por estes dias, tive alegrias ainda maiores: além de ganhar de presente um livro do recém e já estimado colega Guilherme Silveira, descubro que se trata de uma obra de sua autoria. Mais ainda: além de pesquisador, Guilherme é um artista. Um artista das HQs. E isso, para mim, é imenso.
Houve um período em que vivi para ler HQs. Meus acessos eram precários, portanto lia o que aparecia: quadrinhos que minha mãe comprava, quadrinhos que pegava emprestado de uma vizinha, alguns quadrinhos da escola, até mesmo aqueles que qualquer figura generosa deixava à vista para que leitores vorazes como eu pudessem lê-los.
Mas fazia muito tempo que não lia HQs. Anos dedicados a outros projetos e outras leituras sequestraram-me de alguns divertimentos. É bom quando constatamos que a passagem dos dias não diminui as paixões, e que às vezes podemos encontrá-las com maior maturidade por conta de outras vivências. Conhecer o Guilherme foi uma excelente oportunidade de retomar conversas sobre quadrinhos, autores, histórias. Guilherme é um competente e apaixonado leitor de quadrinhos e ouvi-lo significa, também, aprender.
Depois de me emprestar “Guerra de ideias”, de Flavio Calazans, Guilherme me entrega o seu livro, sem dedicatória, pela qual irei pacientemente esperar. Um livro bonito, todo em preto e branco, cujo título coloca em pauta tal escolha: “Preto no preto branco no branco”.
Minha interpretação a partir da leitura da HQ tomou duas direções. Uma delas aponta para o que na obra tem a ver com nossa questão subjetiva, em torno de nossas demandas e nossas escolhas frente às questões mais imediatas e mais amplas. A obra de Guilherme produziu interrogações em torno de minhas condutas e de meus processos de escolhas, sobretudo nestes últimos anos. Não interpreto que há moralidade na obra, e sim um jogo de espelho no qual o leitor vê seu próprio reflexo, cuja eficácia se faz na escolha estética pelas linhas, que trabalham com a (não) repetibilidade.


Uma outra direção em minha leitura volta-se ao processo de criação que envolve toda obra. Guilherme consegue, com sua obra, traçar uma criativa metalinguagem, optando por elementos que lhe marcam. As linhas, que formam uma de suas tatuagens, também comparecem neste trabalho. Repetitivo? De modo algum. Quando lhe perguntam sobre a tatuagem em seu seu braço (e geralmente são alunos curiosos por descobrir o que o motivou a tal escolha), Guilherme, sorrindo, explica que se trata de uma alusão ao álbum do Joy Division, Unknown Pleasures. Já em sua HQ, Guilherme faz com que as linhas atendam às suas ideias. Se a linha, em seus traços contínuos, é uma das mais fortes metáforas sobre a jornada existencial, Guilherme a retoma mostrando que, em um conjunto, as linhas podem formar um quadro único e irrepetível. Em conversa sobre sua obra, Guilherme contou que foi uma opção desenhar as linhas sem o uso de recursos como régua ou computador. Cada linha, a partir do que foi construído nos desenhos, é exclusiva, assim como cada conjunto que forma com as demais. Não é, de fato, uma bela metáfora sobre cada uma de nossas vidas?" 



É claro que amei o texto! Ver sua obra inspirando espontaneamente a criação de um novo texto (impressões, poesias, desenhos, etc) é muito estimulante!

Isso ocorreu também na resenha de Alexandre Linck, para quem enviei a HQ com intensão de resenha, mas que me devolveu junto com essa resenha um desenho livremente inspirado pela HQ! Pode ser visto nessa postagem AQUI.

Abraços!